UMA CULTURA DE MORTE CONTRA OS PEQUENINOS DE DEUS!

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A vida é dom do céu e participação efetiva no existir do próprio Deus! Viver é vocação suprema e absoluta da natureza do Pai Eterno em nós! Dele viemos, Nele somos, nos movemos e existimos (At 17,28). E para Ele haveremos de voltar. A verdade cristã da vida está tanto em sua origem divina quanto em seu fim último: o Coração de Deus. Portanto, ao falarmos da vida humana estamos, ao mesmo tempo, falando da vida de Deus! Cada grito pela existência se apresenta como o clamor da criatura pelo seu Criador. É assim que a vida torna-se a manifestação sagrada do amor do Pai por nós. Por outro lado, o assassinato de crianças inocentes é a manifestação mais clara e cruenta de que uma cultura de morte está se estabelecendo dia após dia em nossa sociedade. Vivemos em uma realidade que aborta o maior dom que Deus nos deu: a vida!

Muitos são aqueles que conspiram contra a vida e acabam se esquecendo de que a promoção, a defesa, a veneração e o amor pelo dom da existência é um serviço confiado a todos nós. Independente de nascida ou não, a vida da criança já é digna em si mesma, uma vez que foi plasmada no existir de Deus e do homem. Na vida em gestação está o encontro do divino com o humano e do humano com o divino. Não se trata de um trocadilho de palavras, mas, sobretudo, de uma fusão de amor entre o dom do céu e o dom da terra, entre a eternidade e o tempo. Justamente por isso, que a vida, germinada no coração de Deus, não pode ser assassinada pelos tiranos da história. Ficamos boquiabertos quando o aborto passa a ser defendido pelas pessoas que por ora tem a obrigação de salvar vidas, tal como se observa em alguns ex-profissionais da saúde ou, então, naqueles que compõem a Comissão Tripartite, criada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Estamos diante de uma questão existencial em que legalizar o aborto é o mesmo que legalizar a morte.

As leis que autetificam o aborto são contra o bem comum e carecem de validade jurídica, pois esta última tem a função de defender a vida. Legalizar o aborto é deixar de acreditar na lei civil. É um crime que lei alguma pode legitimar como prática lícita e natural, pois a vida é o fundamento da sociedade e matá-la é ir contra a ordem social. A morte dos inocentes não pode ser sancionada pela lei.

O aborto provocado é um crime abominável aos olhos de Deus, autor e consumador da vida. Aceitar o aborto nas consciências, nas culturas ou nas leis é sinal de uma crise moral e social. O aborto é um homicídio, pois se trata de interromper a vida de alguém que pede uma chance para nascer e continuar a viver! Muitas são as técnicas utilizadas para o aborto, que vão desde a curetagem até o esquartejamento. Contudo, está se tornando algo tão natural que muitos fetos já estão sendo comercializados para empresas de sabonetes e cosméticos devido à gordura natural, muito utilizada para a confecção de tais produtos. Vejamos bem se não estamos construindo uma sociedade em que até mesmo a vida virou mercadoria e passou a ser comercializada pelos lobistas industriais.

Em um contexto de crise, em que o dom da existência passa a ser algo relativo, aparece a Igreja, Mãe e Mestra da vida. A Tradição e o Magistério católicos ao longo do tempo sempre condenaram a prática do aborto. No nosso tempo, essa realidade ficou mais evidente em dois documentos: Humanae Vitae (da vida humana) de Paulo VI e Evangelium Vitae (Evangelho da Vida) de João Paulo II. Ambos condenam a prática do aborto como “crime abominável” e afirmam que a vida é sagrada por natureza, uma vez que se apresenta como ação criadora de Deus. Por sua origem divina a vida deve ser valorizada desde a concepção até a morte natural.

Diante deste contexto não podemos ficar inertes ou insensíveis. Somos chamados a assumir nossa missão de servidores da vida e lutar pela dignidade de cada criança que anseia por uma existência mais humanizada em contraposição ao desumano aborto. O sentido genuíno da vida precisa ser resgatado e não penhorado por interesses escusos e sanguinários! Acima da legalização do aborto está a legalização da vida, já tutelada por Deus desde o momento que passamos a existir. E é o Deus da vida e o sangue dos inocentes que clamam por nós! Defender o dom da existência não é missão somente dos cristãos, mas envolve a todos os homens e mulheres de boa vontade. Não é uma questão de credo, mas uma profissão de fé no valor da vida como manifestação primária e absoluta do amor de Deus.

Que sejamos testemunhas da esperança nestes tempos em que a vida perde sua característica de sacralidade. Que neste domingo dedicando a família, possamos manter os olhos fixos no Cristo, para que a vida tenha um norte e a esperança tenha um sentido. No coração de Deus, santuário da vida, busquemos forças para ouvir os inocentes que continuam a bradar: Deixem-me nascer! Dêem-me uma chance para existir!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

www.paieterno.com.br

Um Deus com rosto de Pai!

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“Deus diz ao homem: – Olhe, eu fui o primeiro a amar você. Você não estava no mundo. O mundo não existia, e eu já o amava. Eu amo você desde que sou Deus. Amo você, e desde que amei a mim mesmo, amei também você” (Santo Afonso).

Deus é Pai! Esta é a grande verdade de fé trazida pelo Cristianismo e destinada a mim e a você! Muitas vezes e dos mais variados modos a vida, a natureza, as pessoas nos convidam a contemplar o rosto do Pai Eterno, para sermos neste mundo a face do Amor. Há todos os instantes somos amados, compreendidos, bem quistos, cuidados e guardados pelo Pai do céu, não obstante as dificuldades que permeiam o nosso cotidiano.

Mas o que vem à nossa memória quando chamamos Deus de Pai? Será que Ele é igual ao pai terreno? Será que fica próximo de nós quando o invocamos? Então onde estava Deus no campo de concentração de Auschwitz na Alemanha? Onde se encontrava o Deus Todo-Poderoso, quando a bomba-atômica destruiu as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki? Estaria ele passeando pelo Jardim no dia onze de setembro, no momento em que as torres gêmeas do World Trade Center foram atacadas por aviões, em comando de terroristas? Por onde estaria Deus no dia 17 de julho quando o avião da TAM derrapou nas pistas do aeroporto de Congonhas matando 199 pessoas? No céu? No vôo 3054 ou no sofrimento de cada vítima? Diante de tamanhas atrocidades, carnificinas, fome, miséria e acidentes sem proporções, vêm à tona as questões: De fato, Deus é Pai? Podemos ainda contar com o seu auxílio?

Somente ao adentramos na realidade da fé é que descobrimos o rosto amoroso do Pai Eterno. Sua presença nos envolve e nos acalenta. Do Pai viemos, Nele somos e existimos e para Ele haveremos de voltar. Nossa vida só tem sentido à medida que nos entregamos a Deus como “Aquele que nos ama”. No entanto, fomos criados dentro de uma cultura segundo a qual a imagem paterna passou por processos de declive. Por outro lado, também crescemos imaginando um Deus que tinha a obrigação de intervir em todos os momentos necessários. Às vezes a imagem criada parecia muito mais com um super-herói de Hollywood, do que o Deus que Jesus nos apresentou por meio de sua prática (vida) e prédica (palavras).

No Novo Testamento Jesus se relaciona e, por conseguinte anuncia um Deus totalmente diferente daquilo que já havia sido proclamado, chamando-O de Pai! (Cf. Mc 14,36). Dia após dia, por meio de atitudes e palavras, Jesus revela na Sua pessoa a face do Amor de Deus. Trata-se, de uma gratuidade amorosa, capaz de amar quem não merece, mas é digno de ser amado. Um Amor que se faz força no sofrimento e presença defronte as perguntas dolorosas da existência.

Muitos ainda não compreenderam quão grande é o amor do Pai Eterno. Basta olhar na atualidade e reconhecer nela o perene vazio existencial. Sem sombra de dúvidas, podemos afirmar que no mais íntimo do coração humano existe um vazio, uma lacuna que nada nem ninguém pode preencher, exceto o Deus Pai e Amor! Justamente por isso, aumenta, de forma acelerada, o número de pessoas que sofrem de depressão, de doenças físicas e psíquicas, de problemas familiares e pessoais por que se encontram vazias de Deus e, obviamente, vazias de si.

Neste dia dos pais, somos convidados a acolher o presente que Deus nos confiou desde a eternidade! Deixemos de escutar um pouco as vozes do mercado, para ouvirmos, em primeiro lugar, a voz do Pai que continua a ressoar em nossos corações: “Eu amo você!” É um tratado de amor entre a terra e o céu! Um Amor que atua na sutileza da história e não em fatos mirabolantes. Deus continua agindo e curando a ferida do mundo. A minha e a sua também! Olhemos para os olhos do Pai e contemplemos Nele o fundamento da nossa vida. Permitamos que a existência se torne a expressão mais bela e fecunda do Amor de Deus por nós. Abramos o nosso coração para que o Pai firme morada em nosso ser. Não tenhamos medo de abrir as portas a Ele. Deus não nos tira nada, não nos obriga a fazer coisa alguma, pelo contrário, nos concede tudo àquilo que ora necessitamos: paz, alegria, fortaleza, bondade, paciência, humildade. O restante é acréscimo. No coração de Deus os problemas e as dificuldades do cotidiano se convertem em atos de fé, caridade e esperança, passando a fazer parte de uma única e mesma vida, ou seja, a nossa história na história do Pai Eterno e a história do Pai Eterno em nossa história!

Vale ainda ressaltar que tanto consciente quanto inconscientemente somos capazes de evitar o amor do Pai. Neste sentido, é possível dizer que a nossa maior escravidão não é e nunca foi o pecado. Nossa grande prisão está em negar o amor de Deus ao fugir de Alguém que faz tudo pela nossa felicidade. Distantes do rosto do Pai a vida perde valor e a existência perde sentido. Longe de Deus nada vale, nada serve. Não somos nada distantes do Pai! Portanto, voltemos à casa do Amor onde somos amados e tratados como! Um santo e feliz dia do Pai!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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