Mês: agosto 2018

Vocação à luz da Sagrada Escritura

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Em agosto, a Igreja dá especial atenção à reflexão sobre a vocação cristã em suas variadas dimensões. De que modo a Bíblia pode iluminar essa reflexão? Apresentamos algumas considerações que podem ajudar a entrar no tema proposto. Antes de tudo, o tema da vocação não é somente recorrente entre nós, mas é indispensável. De tantas perspectivas, certamente já refletimos muito este tema. E sobre a reflexão vocacional, não podemos prescindir do texto fundamental da nossa fé, afinal, entendemos que a Palavra de Deus está na origem da nossa vocação.

A Sagrada Escritura é, por excelência, o livro da vocação. Simultaneamente humana e divina, a Palavra de Deus apresenta um notável caráter apelativo e, por isso mesmo, uma inquestionável força vocacional. De fato, percorrer as páginas da Escritura é viajar por entre numerosos e diversificados relatos de chamados divinos e de respostas humanas. Podemos até afirmar que toda a Palavra de Deus é vocação, dado tratar-se de um chamado explícito ou implícito de Deus ao ser humano, a que este responde de forma positiva ou negativa, com maior ou menor ousadia. Contudo, há páginas em que a temática vocacional se evidencia, nomeadamente aquelas que apelidamos de “textos de vocação” ou “histórias vocacionais”.

O termo “vocação” e, de modo geral, o ato de “chamar” faz referência ao processo que descreve a condição do ser humano, convidado a dialogar com Deus e, em consequência desta relação, a escolher viver segundo um projeto de felicidade e salvação. Deste modo, olhando os personagens e a teologia das narrações bíblicas onde são representados os dinamismos do chamado divino e da resposta humana, a vocação não aparece de modo estático, como se fosse um bem adquirido, mas aparece como um caminho de gradual amadurecimento da descoberta a ser realizada em relação ao projeto de Deus, princípio e fonte de toda vocação.

Nesta perspectiva, a existência humana pode ser entendida como um caminho vocacional, lugar onde se pode experimentar diversos “chamados” que ajudam a acolher, confirmar e verificar a verdade que sinaliza o projeto de um caminho para a vida. Portanto, a vocação se apresenta como supremo apelo à consciência e indiscutível tarefa de toda existência humana que vive na fé a sua história de amor e se abre na esperança ao cumprimento do projeto salvador. Entendendo esta relação como projeto, logo, ela determina o próprio ser da pessoa humana, o seu destino de criatura, colocada diante do Criador.

Pe. João Paulo
Missionário Redentorista
Mestre em Exegese Bíblica

De onde parte a nossa vocação?

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Definitivamente, a vocação cristã tem origem no coração do Divino Pai Eterno! De lá, ela parte e para lá, ela chega. Dele viemos. Nele somos e existimos. Para Ele haveremos de retornar quando a morte vier e a vida seguir adiante na eternidade. Pela vocação assumida sempre partiremos e voltaremos à Casa do Pai. Em sua divina bondade, Ele nos confia talentos dos mais variados para que sejam utilizados na construção de seu Reino, já aqui na Terra, como uma antecipação do céu. São esses dons que alicerçam a comunidade dos batizados.

Algo que só é possível quando nos colocamos a serviço de cada vocacionado. Já não há escapatórias para quem se deixa escolher e enviar por Deus. Esse chamamento não vem nem por nossos méritos nem por nossa dita importância. Na verdade, a vocação brota por pura gratuidade divina. “Ele nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não por causa de nossas obras, mas conforme seu próprio projeto e graça” (II Tm 1,9). Por nos ter sido concedida de graça precisamos reparti-la gratuitamente, jamais usando-a em benefício próprio, mas sempre em função dos nossos irmãos, principalmente, os mais pobres. “Não foi Deus quem escolheu os que são pobres aos olhos do mundo, para torná-los ricos na fé e herdeiros do Reino que ele prometeu àqueles que o amam? (Tg 2,5).

Compreendendo a gratuidade de cada chamado é que também acolhemos a igualdade de cada vocação. Por conta disso, o serviço do padre não é mais importante que o da freira. Muito menos o da freira é mais admirável que o dos leigos. Independente de ser uma coordenadora da comunidade ou de ser um fiel sentado no banco: todos são imprescindíveis para que o amor do Divino Pai Eterno seja conhecido, abraçado e vivenciado. Que neste mês de agosto tenhamos a bonita disposição de retornar ao sonho original, ao princípio de tudo, ao primeiro chamado que nos moveu a abraçar a fé cristã, por meio da vocação escolhida. Somente assim poderemos testemunhá-la na verdade merecida.

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

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