Mês: novembro 2018

Cooperadores de Deus

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Jesus começa sua vida pública logo após ter sido batizado por João Batista nas águas do Rio Jordão. Retira-se, então para o deserto. Ali, abre mão de tudo. Esvazia-se, de si para que o Pai pudesse ser todo Nele. E, realizar através Dele, todo Seu desígnio de amor.

Uma vez tendo sido batizado e recebido o Espírito Santo, Jesus torna-se apto a exercer no mundo a missão recebida do Pai: “anunciar a boa nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista, libertar os oprimidos e proclamar o ano de graça do Senhor” (cf. Lc 4,18). Este é, segundo o evangelista Lucas, o programa da atividade missionária de Jesus.

Compreende-se, então, que o Batismo qualificou Jesus à condição de enviado, de missionário e mensageiro de Deus ao mundo para conduzir a humanidade toda à Redenção Eterna. Missão que Jesus não realiza sozinho. Ele chama outros para serem seus auxiliares e cooperadores nesta grande, árdua, penosa e difícil missão. E, disse logo aos escolhidos o que veio fazer: “anunciar a Boa Notícia aos pobres e oprimidos” (Lc 4,18).

Ao revestir-se do Espírito Santo, a exemplo de Jesus, todo batizado recebe também o chamado a ser discípulo missionário de Jesus. Torna-se, um cooperador de Deus na obra de redenção. E assume em sua vida as mesmas atitudes de Jesus: o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo assim como Ele nos amou. E, acolhe alegremente o Espírito que os discípulos receberam em Pentecostes: “Ide, pois, fazei que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,19-20).

Para exercer bem a missão que Deus nos confiou, é preciso compreender que o que nos qualifica como missionários de Jesus é o Batismo. A partir dele, toda nossa ação precisa estar voltada para fazer a vontade de Deus em nossa vida e na vida daqueles a quem somos enviados. Portanto, o primeiro passo é o esvaziamento de nós mesmos e de nossas vontades. Outros aspectos também são fundamentais: amar a missão assumida, estar convicto e preparado para o exercício dela, saber o que vai anunciar, a quem, quando e como anunciar, abrir mão das certezas e convicções pessoais, evitar a autossuficiência, prepotência e arrogância, não sentir-se mais importante que a mensagem, não buscar recompensas e acreditar na força da missão e na ação do Espírito Santo sobre ela.

Buscar ajuda e contar com a participação de todos no processo de evangelização é indispensável. Nesse sentido, Papa Francisco recorda que “a missão é tarefa eclesial e não se restringe a um grupo, pastoral ou movimento”. De tal modo que “nenhum sujeito eclesial deve se apropriar desta tarefa que é de todo povo de Deus”. E, Francisco insiste na necessidade da oração para obter o sucesso da missão. Ela é o que nos sustenta em Missão.

Por fim, é preciso que o missionário seja um vocacionado da missão recebida e assumida. Vocação e missão são inseparáveis. Sem a vocação, a missão não é mais que profissão. Por outro lado, a vocação, sem a missão, seria um gesto incompleto. Deste modo, o missionário trabalha e Deus realiza o sucesso da missão. Quem é importante na Missão? O “importante não é aquele que planta, nem o que rega. O importante é Aquele que faz crescer: Deus. Nós somos apenas cooperadores de Deus”. (cf. 1Cor 3, 6-7).

Pe. Edinisio Pereira

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

A oração traduz o amor que o Pai Eterno tem por nós

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De todas as conquistas alcançadas ao longo da nossa existência a mais importante delas já nos foi dada: a graça de sermos filhos do Pai Eterno. Maior amor não há. “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus” (I Jo 3,1-2a). Nele fomos reavidos do pecado que penhorava a nossa esperança. Por Ele conquistamos aquilo que pensávamos ser impossível. Em função Dele assumimos a missão de evangelizadores, não só pelo anúncio da Palavra, mas, sobretudo, pelo testemunho concreto da caridade, em função dos mais pobres e abandonados.

Antigamente, caminhávamos feridos na alma pelas difíceis estradas da vida. Agora, na medida em que assumimos a nossa condição de filhos e devotos, encontramos forças para ultrapassar os sofrimentos do cotidiano, sendo sustentados e amparados pelas mãos amorosas do Pai Eterno. Vejam só! Tudo o que recebemos pela fé só nos vem pelo fato de sermos filhos. Amados pelo Pai também somos convidados a amar. Cuidados, igualmente devemos cuidar. Não podemos ficar com uma graça tão grande como essa apenas para nós. É preciso anunciá-la sempre mais. “Vocês receberam de graça, deem também de graça” (Mt 10,8).

No coração do Pai Eterno prevalece o desejo incondicional de nos salvar, a partir de um amor absoluto, sempre habilidoso em compreender as nossas precisões e a engajar-se conosco, principalmente, para que consigamos vencê-las no dia após dia. Não rezamos para convencer a Deus do que nos falta nem para recordá-lo do que carecemos, muito menos para fazê-lo sentir piedade de nós. Do contrário, a oração é, antes de tudo, o meio pelo qual experimentamos o afeto absoluto de Deus que nos faz filhos e nos convida a viver na dignidade dessa divina filiação.

Na verdade, rezamos porque temos necessidade do amor do Pai. Não sabemos viver distantes de Sua terna presença. Sem sombra de dúvidas, Nele depositamos o horizonte primeiro e último da existência que construímos depois de tantas demolições. Não há problema algum de expor, em nossas orações, as angústias despertadas, os medos ocultados, as dificuldades sentidas, as mágoas nutridas, dentre tantas outras dificuldades. Afinal de contas, somos Seus filhos queridos. Mas, ainda assim, Deus não permanece no alto do céu, aguardando pelo momento em que vamos acordá-lo com preces variadas. Acreditamos verdadeiramente que Ele não está dormindo diante dos nossos tormentos.

Sabendo primeiro daquilo que precisamos, Deus já sai para buscar a nós, se empenhando em nossa luta, que também é sua. Incapaz de nos provar, também não nos despacha nenhum sofrimento. Na verdade, as dores da vida são consequências dos limites da existência. Enfim, não podemos tudo e a realidade do mundo nos diz isso. Logo, em Sua eterna bondade, jamais nos envia doenças, quanto dirá provações. Pai que é Pai, a todo o momento, quer o nosso bem, sem cessar de nos proteger na esperança, cuidar no amor e fortificar na fé!

Portanto, antes mesmo que peçamos, Ele já está nos amparando perante os padecimentos da vida. Sua atuação vai rompendo com toda a amargura, concedendo um lugar de afeto para que consigamos nos reorientar. Junto Dele encontramos novas soluções para tantos problemas. Algo que só é possível porque Nele está o nosso socorro fiel. Que possamos fazer também de nossas preces experiências profundas de encontro com o Deus que nos ama. Desse ‘encontrar’, entre o divino e o humano, nasce a fé que aquece o coração. Que nela alcancemos a força necessária para avançarmos adiante da dor. Deus jamais nos deixará desamparados!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Presidente-Fundador da Associação Filhos do Pai Eterno

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