Cooperadores de Deus

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Jesus começa sua vida pública logo após ter sido batizado por João Batista nas águas do Rio Jordão. Retira-se, então para o deserto. Ali, abre mão de tudo. Esvazia-se, de si para que o Pai pudesse ser todo Nele. E, realizar através Dele, todo Seu desígnio de amor.

Uma vez tendo sido batizado e recebido o Espírito Santo, Jesus torna-se apto a exercer no mundo a missão recebida do Pai: “anunciar a boa nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista, libertar os oprimidos e proclamar o ano de graça do Senhor” (cf. Lc 4,18). Este é, segundo o evangelista Lucas, o programa da atividade missionária de Jesus.

Compreende-se, então, que o Batismo qualificou Jesus à condição de enviado, de missionário e mensageiro de Deus ao mundo para conduzir a humanidade toda à Redenção Eterna. Missão que Jesus não realiza sozinho. Ele chama outros para serem seus auxiliares e cooperadores nesta grande, árdua, penosa e difícil missão. E, disse logo aos escolhidos o que veio fazer: “anunciar a Boa Notícia aos pobres e oprimidos” (Lc 4,18).

Ao revestir-se do Espírito Santo, a exemplo de Jesus, todo batizado recebe também o chamado a ser discípulo missionário de Jesus. Torna-se, um cooperador de Deus na obra de redenção. E assume em sua vida as mesmas atitudes de Jesus: o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo assim como Ele nos amou. E, acolhe alegremente o Espírito que os discípulos receberam em Pentecostes: “Ide, pois, fazei que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,19-20).

Para exercer bem a missão que Deus nos confiou, é preciso compreender que o que nos qualifica como missionários de Jesus é o Batismo. A partir dele, toda nossa ação precisa estar voltada para fazer a vontade de Deus em nossa vida e na vida daqueles a quem somos enviados. Portanto, o primeiro passo é o esvaziamento de nós mesmos e de nossas vontades. Outros aspectos também são fundamentais: amar a missão assumida, estar convicto e preparado para o exercício dela, saber o que vai anunciar, a quem, quando e como anunciar, abrir mão das certezas e convicções pessoais, evitar a autossuficiência, prepotência e arrogância, não sentir-se mais importante que a mensagem, não buscar recompensas e acreditar na força da missão e na ação do Espírito Santo sobre ela.

Buscar ajuda e contar com a participação de todos no processo de evangelização é indispensável. Nesse sentido, Papa Francisco recorda que “a missão é tarefa eclesial e não se restringe a um grupo, pastoral ou movimento”. De tal modo que “nenhum sujeito eclesial deve se apropriar desta tarefa que é de todo povo de Deus”. E, Francisco insiste na necessidade da oração para obter o sucesso da missão. Ela é o que nos sustenta em Missão.

Por fim, é preciso que o missionário seja um vocacionado da missão recebida e assumida. Vocação e missão são inseparáveis. Sem a vocação, a missão não é mais que profissão. Por outro lado, a vocação, sem a missão, seria um gesto incompleto. Deste modo, o missionário trabalha e Deus realiza o sucesso da missão. Quem é importante na Missão? O “importante não é aquele que planta, nem o que rega. O importante é Aquele que faz crescer: Deus. Nós somos apenas cooperadores de Deus”. (cf. 1Cor 3, 6-7).

Pe. Edinisio Pereira

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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